Varejo e PDV’s: como o futuro muda essas dinâmicas?

O que o futuro reserva para o varejo? Em constante inovação, o varejo deve procurar oferecer experiências interessantes para seus visitantes. Quando chegamos aqui, é impossível não poder falar sobre tecnologia.

Atualmente, o varejo tem um problema na tecnologia. Então, esse excesso de informação cria diversos ruídos e poucas marcas conseguem se sobressair. Por isso, a receita do trade marketing tradicional, onde você investe em ações no PDV, já não funciona tão bem como costumava funcionar.

O fato da internet ser unanimidade de trazer todas essas informações não significa que a loja física não precisa de mais atenção. Elas podem – devem, na verdade – ser um espaço para potencializar futuras vendas online. É fundamental transformar sua loja e focar na experiência do consumidor. Utilizar o PDV como forma de consolidar o relacionamento com o cliente é interessante, porque pode transportá-lo para o e-commerce.

Aquele formato analógico das promoções tem se tornado cada vez mais distante dos consumidores. O cliente entra na loja com seu smartphone e seus hábitos de pesquisa e consumo digitais, porém dá de cara com o ponto de venda tradicional, sem nenhum atrativo. As lojas devem proporcionar um meio de relacionamento que vai além da venda, fazer o cliente interagir com a marca, e não ficar restrito somente a venda.

Já não é mais possível ignorar o fato de que o online complementa o off-line. Já é possível comparar valores, atendimento, qualidade e condições do produto online. O que vai fazer sua marca se destacar é uma série de outros fatores e criar a conexão entre marca e consumidor. Estamos em um momento em que a fidelidade do cliente é necessária e é muito mais difícil de ser conquistada, por isso você tem que estar atento a todos os detalhes.

Esse é o primeiro paradigma a ser quebrado se você quiser se manter firme e relevante no mercado. Cada vez mais, on e off-line unem forças e trabalham juntos por objetivos que vão além de aumentar lucratividade e vendas. Deve sempre manter em mente que o futuro do varejo e dos pontos de venda estão relacionados ao tipo de experiência que você entrega que você entrega para seu consumidor.

Aqui vão as tendências para os próximos anos.

Entregas rápidas

Não importa qual seja o tipo do seu negócio (seja e-commerce ou marketplace). Se você não quer perder suas vendas, suas entregas precisam ser rápidas. Não, não estou falando de prazos de uma semana, falo sobre entregas de, no máximo, dois dias e se conseguir mais rápido, melhor.

Um bom exemplo dessa máxima é a Amazon. Eles prometem delivery em duas horas se o pedido for feito através da assistente digital, Alexa. Com o objetivo se estar sempre aprimorando seu serviço, a marca está prevendo entregas ainda mais rápidas – até 30 minutos – com o uso de drones próprios.

Então, use o exemplo da Amazon para pensar na sua estratégia de entrega.

Estoques mais próximos

Bom, o ponto de toda essa nossa conversa é falar sobre o futuro do varejo, certo? E a ideia chave aqui é facilitar as coisas para o consumidor. Agora mesmo, se você perguntar para a assistente digital do celular, conseguimos saber qual PDV está mais perto da gente, certo? Com certeza!

Então, é importante estar cadastrado no Google, para ser encontrado por consumidores que estão próximos do seu ponto de venda.

Provadores digitais

Você vai até a loja, escolhe algumas roupas, perde um tempo na fila dos provadores e, dependendo do seu nível de paciência, desiste da compra. O futuro do varejo trará experiências diferentes. Talvez nós nem precisemos mais nos despir para experimentar uma peça!

A Sephora, por exemplo, já tem um app interativo que permite que as pessoas testem maquiagens e até mesmo recebam sugestões através da câmera do smartphone.

A marca de roupas Rebecca Minkoff, de Nova Iorque, implantou telas interativas nos andares e vestiários de algumas de suas lojas. Através delas, os atendentes conseguem descobrir quais itens foram levados aos provadores, quais foram vendidos ou deixados para trás.

Sem sacolas

O varejo do futuro também pensou na comodidade dos consumidores e traz novidades nesse sentido. Afinal, ninguém gosta de ficar andando de um lado a outro esbarrando as compras por onde passa.

Pegue o exemplo da Bonobos, também nos Estados Unidos. A jornada de compra começa por um atendimento personalizado. Dessa forma, você pode agendar um horário para ser atendido na loja física de sua preferência e tem um vendedor exclusivo. Depois de experimentar e escolher o que deseja, os itens são despachados para sua casa ou escritório.

Personalização

A personalização da experiência do cliente não é uma coisa nova. Ela surgiu já tem algum tempo. Porém, agora, nada é mais justo do que falarmos sobre a personalização dos produtos. Ninguém quer pensar que está consumindo uma coisa igual a mais o resto, a sensação da individualidade – principalmente na moda e acessórios – se torna cada vez mais importante.

É como a varejista australiana, Dresden, uma marca de óculos que se destaca pela ideia inovadora de produtos sustentáveis, locais e acessíveis. Com plásticos recolhidos das praias da Austrália, eles permitem que seus clientes criem, na hora, seus modelos de óculos (de sol ou grau).

Essas são algumas das tendências para o futuro do varejo. Uma coisa inesperada é que a tendência é que as lojas físicas aumentem e façam adesão às novas tecnologias! Então, entenda que não se trata de aderir apenas o online ou um PDV tradicional. O segredo está em alinhar os dois, para eles conversarem e surpreenderem o cliente.

Afinal, o futuro do varejo está na adaptabilidade do seu negócio! Quer saber mais sobre tendências do Trade Marketing e do varejo? Então, leia mais aqui!

Fernanda Pilão

Jornalista, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Redatora da agência Thatto Comunicação, apaixonada por livros, séries e hqs.

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